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KyNDeR e a Informática

Em 1987 foi aberta uma turma de informática na escola onde eu estudava (Marista
de Maringá), de repente lá estava eu sentado em frente a um computador. Era um
TK-2000 Color , usava-se como monitor uma televisão e como
“disquete” uma fita K-7, é claro que havia um gravador de fita K-7 para que se
pudesse gravar informações.

Lembro-me que a “tia” saia da sala e toda a turma mudava o canal da TV sempre
parando no desenho Pica-Pau, era divertido.

Depois um amigo cujo pai era gerente do banco do Brasil tinha um PC500, ele
sempre me chamava para podermos digitar o código fonte que vinham em Basic nas
revistinhas de joguinhos que comprávamos nas bancas de jornais. Passávamos horas
digitando aquilo.

Um ditava o outro digitava, e quando um cansava era vez de quem estava lendo
digitar. Após umas 4 ou 6 horas dependendo o jogo, podíamos finalmente jogar,
isso se não tivéssemos digitado nada de errado, porque se houvesse algo errado
no código que digitamos, tínhamos que ir conferindo até achar o erro de
digitação.

Ruim era apenas a hora de desligar o computador, é que depois que o computador
era reiniciado tudo o que fizemos era perdido.

Após uns anos mudei de prédio e um outro amigo, tinha um XT vivíamos brincando
de test drive(joguinho comum na época), esse mesmo amigo depois de um tempo
ganhou uma placa de vídeo 16 cores. Ah, era o auge da computação ter uma placa
16 cores, enquanto a maioria dos computadores eram monocolor.

Depois veio outro amigo(Carlos Alexandre), um dos meus melhores amigos até hoje,
que o pai é engenheiro e tinha um escritório cheio de computadores XT para fazer
seus trabalhos de engenharia, eu e o “Caca” sempre íamos lá no escritório do pai
dele para brincarmos com as “máquinas”.
Passado um tempo, eles compraram um 286 o qual ficava em seu apartamento.
Como morávamos no mesmo edifício, eu no 16o e ele no 12o, nossa, eu vivia lá.
Então veio a fase da transformação do 286 para 386. Haviam propagandas assim:

“Transforme o seu 286 em um poderoso 386”

se não me engano, era apenas mudar uns jumpers que a transformação estava feita.

Agora com um 386 na mão(claro do Caca), foi quando aprendemos a mexer com o
Corel Draw(de leve) ainda na versão 3, utilizando Windows 2.1, depois mudaram
para windows 3.1. Nesse meio tempo, ainda um outro grande amigo, também ganhou
um 386, como eramos muito amigo, ele sabia que a tempos eu vinha mexendo com
computadores, me chamou para ir dar uma olhada, foi então quando praticamente me
apossei, ele mostrava um desenteresse pela máquina enquanto eu,
super-interessado, adotei o computador dele, fazia meus trabalhos e aprendia
várias outras coisas, acompanhando as evoluções dos “Softwares”.

Lembrando que esses amigos eram como “irmãos” e não apenas colegas, nossas
famílias se conhecem, vivíamos juntos, jantares, almoços, eventos diversos, por
isso a “folga” de mexer nos computadores.

Em 1994 ganhei um 486 DX 2 66Mhz com 8 MB de RAM e HD de 540MB, modem 14.400
kbps e placa de vídeo de 1 MB que suportava resolução 1024x768, bom, era o
melhor computador do prédio.

Esse “prédio” foi muito marcante na minha vida e acredito que de muitos outros
que viveram lá, a interação da “criançada” era plena, haviam “épocas” para tudo,
a época do skate, da bicileta, do patins, do tennis, do futebol, volley,
basquete e até mesmo das “paqueras”. Éramos aproximadamente 40, 45 crianças que
brincavam todas juntas, incluindo meninas. Era muito harmonioso.

Voltando ao computador que ganhei, com ele podíamos acessar BBS, eu com minha
pequena placa 14.400 e eles com placas 2.800. Ainda não se falava em internet,
era BBS o tempo todo. Em 1995 a mandic(provedor) de São Paulo, criou um link
Internet pela sua BBS. A partir desse dia, considero que comecei a acessar a
internet, em 1995, conectava na mandic, abria meu browser Spry Mosaic(nem se
falava em internet explorer ou netscape existia apenas o spry mosaic) e
navegava. Imaginem, quanto não gastava de interurbano para São Paulo.

Passado um tempo, abriram o primeiro provedor de internet na minha cidade era a
WNET(World Net), então havia a onda do mIRC e o Netscape, já reinava.

Para terem uma idéia de tempo “tecnológico”, o Windows 95 ainda era só beta
teste, usávamos o 3.1 ou 3.11 pirata.

Ainda na versão beta do Windows 95, aquele mesmo amigo, o Caca, mudou para Foz
do Iguaçu(Paraná) e me mandou uma cópia dos disquetes de instalação do Windows
95(beta), que ele havia comprado no Paraguai.

A marketing sobre o Windows 95 era tão grande, que os “curiosos” logo fizeram
fila  para ver como era o tal do “maior programa beta da história”, feito pela
poderosa empresa do Vovô Bill...

Sim, surgia a nova geração beta do RWINDOWS, o engraçado é que ele não deixou de
ser Beta.

Bom em meus testes com a versão “teste” do Windows 95 para variar não deu muito
certo(também se o release não funciona imagina o beta, huaohuaouhaouha), pelo
fato de serem disquetes também, as vezes provocava erro de leitura ou pacotes
corrompidos durante a instalação. Depois pirateamos disquetes do release e
cds... ae acabou funcionando, “as vezes” vinha aquela querida tela azul!

Prosseguindo, veio o lançamento do Windows 98... e assim por diante...


Minha máquina atual:

 Intel(R) Core(TM)2Duo CPU          4400  @ 2.00GHz
 3GB RAM
 GeForce 7300 LE
 500 GB (HD)

 

 

 
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